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Mensagem do Secretário
9 de fevereiro de 1998
Prezados Membros da SLAT:
Segue anexo a esta um trecho da carta recebida do nosso colega Geraldo Medeiros Neto.
"Matéria veiculada na Rede Globo levou ao conhecimento da população brasileira o gravíssimo fato de que as amostras de sal coletadas no comércio, em suas embalagens originais, continham quantidades insuficientes de iodo, segundo normas definidas em lei. Tal fato seria apenas a ponta de um iceberg.
Sabe-se que existem mais de 300 marcas de sal refinado, produzidos por cerca de 196 indústrias refinadoras, muitas de pequeno porte e somente de distribuição local, que, em sua grande maiorianão acrescentam iodo ao sal. Conclue-se que a camada mais pobre da população com penosa existência na área rural , vem sendo submetida a eventual carência do iodo com dramáticos reflexos na formação e maturação do tecido cerebral fetal.
Agravando tal situação o Senhor Ministro da Saúde dissolveu o Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN) igualmente dispensando os integrantes do Programa Nacional de Prevenção das Moléstias da Carência de Iodo. Os diversos setores deste Programa foram fragmentos entre orgãos do Ministério da Saúde.
A situação é grave e exige que as Universidades, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Latino Americana de Tireóide, parlamentares do nosso Congresso Nacional e outras associações ligadas ao problema, mencione tais fatos ao Senhor Ministro demandando explicações, exigindo soluções, propondo eventual criação de Comité Assessor e Supervisor para que o programa volte a ser efetivo em seus objetivos."
Antonio C. Bianco, MD