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Durante o XVII Encontro Brasileiro de Tireoide (EBT), ocorrido de 21 a 23 e abril, em Gramado (RS), a SBEM tornou público seu mais recente posicionamento sobre doenças tireodianas.

Existem diferentes doenças que acometem a glândula tireoide, que podem atrapalhar a produção de hormônios, seja hipo ou hipertireoidismo e doenças que afetam a anatomia da tireoide, como os nódulos tireoideanos. O médico endocrinologista tradicionalmente é aquele que diagnostica e trata as doenças hormonais e metabólicas, entre as quais se incluem as doenças tireoideanas.

Existem pessoas com maior risco de ter doenças na tireoide, e nelas podem ser feitos exames de rastreamento. Os exames básicos para o diagnóstico da maioria das doenças de funcionamento da tireoide são a dosagem no sangue do TSH e do T4 livre.

Qualquer médico pode fazer diagnóstico de doenças tireoideanas. Entretanto, a solicitação de dosagens hormonais não habituais aleatoriamente, seja por médicos de outras especialidades ou principalmente por não médicos, não é uma prática recomendada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

A solicitação de exames, como o TRAB, T3 livre e T3 reverso, é feita somente em casos excepcionais e não como rastreamento de doenças em pacientes assintomáticos.

A prescrição de hormônios, seja a levotiroxina (T4) ou qualquer outro, é feita exclusivamente feita por médicos. Profissionais da saúde “não médicos” não podem fazer prescrição de hormônios.

O uso da triiodotironina (T3) no tratamento do hipotireodismo é feito apenas em casos excepcionais. A prescrição rotineira desse hormônio não é recomendada pela SBEM.

A solicitação de dosagens hormonais (como T4, T3, TSH, cortisol, testosterona, estradiol, GH, entre outros) não faz parte da propedêutica de avaliação de carências nutricionais.

Para saber o posicionamento oficial da SBEM sobre Dosagens Hormonais e Doenças Tireoideanas clique no link: Posicionamento Tireoide Atualizado

Fonte: SBEM Nacional

Published in JUN 22, 2016 Mais notícias.

Mesmo com terapia de substituição do hormônio tireoidiano, a cirurgia de face-lift pode expor ao risco de edema prolongado um pequeno grupo de pacientes com hipotireoidismo. Isso é o que sugere um estudo publicado recentemente no JAMA Facial Plastic Surgery.

Os pesquisadores realizaram um estudo retrospectivo de 198 pacientes, que foram submetidos a cirurgia entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de maio de 2015. Eles identificaram quatro mulheres (com idade média de 63 anos) com hipotireoidismo documentado e edema pós-operatório prolongado.

Exame


As quatro mulheres eram brancas, operadas pelo mesmo cirurgião e anestesista, e tiveram edema facial com duração média de 3,75 meses. Ademais, elas foram submetidas a procedimentos cirúrgicos associados, como blefaroplastia e/ou rinoplastia no mesmo ato operatório, sendo que o tempo médio cirúrgico foi de 236 minutos.

Apesar de todas as pacientes estarem em tratamento com Levotiroxina Sódica no momento da cirurgia, uma possuía níveis mais elevados de tirotoxina e três apresentavam anticorpos antitiroidianos presentes nos testes sanguíneos.

As quatro mulheres não tinham histórico de complicações cirúrgicas, porém apresentaram um edema muito mais prolongado em comparação com pacientes típicos, que em media apresentam uma redução de 75% do edema em duas semanas após o procedimento, e resolução de 85% em dois meses.

Após um mês da operação, essas pacientes foram tratadas com um esquema de 10 dias de acetato de hidrocortisona por via oral com redução graduada ao longo das semanas subsequentes.

“Antitireoglobulina e anticorpos anti-TPO, embora não sejam normalmente indicativos de doença da tireóide, são representativos de um estado autoimune que pode afetar indiretamente a cicatrização de feridas, através da atividade inadequada do hormônio da tiróide”, concluíram os pesquisadores.


Veja a íntegra do artigo.

Published in JUN 22, 2016 Mais notícias.

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